Mas vamos lá desmontar esta falácia com um bocadinho de realidade – essa coisa chata que a esquerda adora ignorar quando não lhe convém. Porque, se formos a ver os dados reais de Portugal, quem é que está mesmo em desvantagem? Spoiler: não são as "vítimas" eternas.
Vamos começar pelos trabalhos duros, esses que o feminismo convenientemente esquece quando fala de "segregação laboral". Em Portugal, os homens dominam os sectores mais perigosos e fisicamente exigentes, como a construção, a mineração e a indústria pesada. E adivinhem? Isso reflecte-se nos acidentes de trabalho. Segundo dados da ONU Mulheres, as lesões não fatais no trabalho afectam 3.566,5 homens por 100 mil empregados, contra apenas 1.411,9 mulheres. E nos acidentes fatais? Os homens levam a taça com 3,7 por 100 mil, enquanto as mulheres ficam em míseros 0,2. Em 2022, Portugal foi o terceiro país da UE com mais acidentes não fatais no trabalho, e o sexto em fatais, com a construção a liderar – um sector onde os homens são a esmagadora maioria. Ah, mas as feministas dirão que isso é "escolha livre". Claro, porque nada diz "oportunidade igual" como morrer no trabalho para que as mulheres possam reclamar de "estereótipos" em STEM.
E que tal falarmos de saúde mental? O artigo chora rios sobre como as narrativas online afectam as pobres mulheres, mas ignora o elefante na sala: os suicídios. Em Portugal, a taxa de suicídio masculina é de 17,7 por 100 mil habitantes, contra 5,9 para as mulheres – uma diferença de quase três vezes! Dados da OMS confirmam: os homens suicidam-se a uma taxa de 17,9 por 100 mil, as mulheres a 5,7. Porquê? Talvez porque os homens carregam o fardo de empregos stressantes, pressões sociais para serem "provedores" e uma sociedade que os ignora quando precisam de ajuda. Mas não, o feminismo prefere focar-se em "algoritmos que reforçam papéis tradicionais". Ironia: esses papéis tradicionais é que protegem as mulheres de estatísticas tão sombrias.
Agora, o golpe de misericórdia: o ensino superior. O artigo lamenta que as mulheres optem por áreas "menos remuneradas" como humanidades e cuidados, culpando os estereótipos. Mas os números contam outra história. Em Portugal, metade das mulheres tem um diploma universitário, contra apenas 34% dos homens. As mulheres representam 59,4% dos graduados em licenciaturas, 58,6% em mestrados e 52,5% em doutoramentos – acima da média da UE. Em 2023/2024, a taxa de conclusão do ensino superior para jovens de 25-34 anos é de 43,2%, com as mulheres a liderar. Menos homens a tirar cursos superiores? Que desigualdade terrível! Mas esperem, o feminismo chama a isto "sucesso feminino", não discriminação contra homens. Se fosse ao contrário, haveria marchas nas ruas e quotas obrigatórias.
No fundo, este artigo é mais um exemplo de como o feminismo, esse movimento político de esquerda disfarçado de luta por direitos, ignora os homens para perpetuar a narrativa de vitimização feminina. Mulheres sem direitos iguais?
Por favor! Em Portugal, as mulheres vivem mais, estudam mais, suicidam-se menos e evitam os trabalhos que matam. Os homens? Bem, eles que se aguentem com os acidentes, os suicídios e os empregos "duros". Mas ei, pelo menos os algoritmos não os mandam para casa – mandam-nos para o cemitério. Que igualdade maravilhosa! Se o feminismo quisesse mesmo igualdade, talvez devesse lutar por mais mulheres na construção ou na mineração. Mas isso seria pedir demasiado a um movimento que prefere queixar-se em vez de agir.
Comentários
Postar um comentário